Você sabe o que é HPV?

Mais de 200 tipos de vírus são conhecidos coletivamente como HPV, ou papilomavírus humano, dos quais cerca de 40 podem infectar a região anogenital (anal e genital). Só no Brasil, mais de dois milhões de novos casos são diagnosticados anualmente. O HPV vem cada vez mais ganhando destaque das autoridades da saúde e da mídia em função do seu potencial oncogênico, ou seja, da sua capacidade de promover lesões cancerosas ou precursoras do câncer, sendo que 100% dos casos de câncer de colo de útero, segundo a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, são decorrentes de infecção pelo HPV. A transmissão do HPV se dá eminentemente através de relações sexuais (vaginais, anais ou orais), embora haja casos de transmissão da mãe infectada ao seu filho durante o parto. O HPV é popularmente associado ao aparecimento de verrugas na região anogenital, razão pela qual é também frequentemente conhecido como crista de galo. Entretanto, muitas pessoas infectadas não apresentam sintoma algum, dificultando sobremaneira o controle da sua propagação e a sua detecção precoce. Essa perigosa associação do alto potencial oncogênico do vírus à frequente ausência de sintomas é suficiente para que as autoridades de saúde indiquem os seguintes cuidados: Existem várias formas para o tratamento das lesões provocadas pelo HPV, tais como cremes, ácidos, cirurgia, laser, cauterização e outras, todas voltadas à eliminação das lesões, mas não à erradicação da infecção, o que ainda não é possível. Por tudo que foi dito, reforço que, além de procurar o médico frente a algum sintoma (corrimento, coceira, verruga, ferida ou outra lesão na região genital, anal ou em outro local), é muito importante fazer seus exames preventivos regulares. Dra Thais Farias Koch Mello “As informações contidas nesse site e blog têm caráter educativo e informativo e jamais devem ser utilizadas para autodiagnóstico, auto tratamento e automedicação. Em caso de dúvida, um profissional médico deve ser consultado. Somente o médico pode praticar o ato médico conforme o Conselho Federal de Medicina.”
Pílula do dia seguinte

A chamada pílula do dia seguinte é um contraceptivo de emergência, destinado a evitar a ocorrência de gravidez indesejada após sexo sem proteção e ou quando da ocorrência de alguma outra intercorrência no método anticoncepcional de escolha – como, por exemplo, o esquecimento de ingestão da pílula anticoncepcional tradicional. A pílula do dia seguinte, apesar de ter esse nome, deve ser usada o mais rapidamente possível após o ato sexual, e em no máximo 72 horas após o mesmo. Quanto mais demorar para tomar, menor o índice de sucesso. Após a utilização de um comprimido do contraceptivo de emergência, a próxima menstruação geralmente vem na data prevista, mas eventualmente podem ocorrer irregularidades menstruais (antecipações ou atrasos). Caso haja atraso, recomenda-se investigar a ocorrência da gravidez. A pílula do dia seguinte pode trazer algumas reações indesejadas, sendo que náuseas, vômitos e dores nas mamas são as mais frequentes. Devido à alta dosagem hormonal contida no contraceptivo de emergência, o mesmo não deve ser usado rotineiramente. Dra. Maria del Carmen Alonso Vilchez Casella “As informações contidas nesse site e blog têm caráter educativo e informativo e jamais devem ser utilizadas para autodiagnóstico, auto tratamento e automedicação. Em caso de dúvida, um profissional médico deve ser consultado. Somente o médico pode praticar o ato médico conforme o Conselho Federal de Medicina.”
Parto Humanizado

O parto humanizado (vaginal ou cesárea) é aquele caracterizado pelo menor número possível de intervenções durante todo o trabalho de parto e durante o parto propriamente dito, respeitando o ritmo natural de cada gestante. A gestante tem liberdade de se locomover e de se alimentar livremente. O ambiente costuma ser acolhedor (pouca luz, música agradável, pouco barulho) e com banheira ou chuveiro disponíveis. Privacidade e apoio emocional. O parto pode ocorrer com ou sem analgesia, e esta decisão costuma ser tomada pela gestante durante a fase ativa do trabalho de parto. Quando intervenções médicas são necessárias (como por exemplo: rompimento artificial da bolsa das águas, acesso venoso, aceleração do ritmo das contrações com ocitocina, parto cesariana etc.), serão justificadas e explicadas para a gestante e seu acompanhante detalhadamente, seguindo sempre as boas práticas de atenção ao parto da Organização Mundial da Saúde (OMS). Dra. Ingrid Larsson “As informações contidas nesse site e blog têm caráter educativo e informativo e jamais devem ser utilizadas para autodiagnóstico, auto tratamento e automedicação. Em caso de dúvida, um profissional médico deve ser consultado. Somente o médico pode praticar o ato médico conforme o Conselho Federal de Medicina.”
Menopausa e climatério são a mesma coisa?

Mulheres de 40, 45, 50 anos procuram com frequência seus ginecologistas queixando-se de ondas de calor (os chamados fogachos), depressão, irritabilidade, alterações do sono, diminuição ou ausência de desejo sexual, ressecamento vaginal, irregularidade menstrual e sintomas urinários diversos. São queixas frequentes dessa fase fisiológica da vida da mulher chamada climatério, que acompanham as primeiras falhas da função do ovário e muitas vezes persistem após a parada completa da menstruação. Embora menopausa e climatério sejam utilizados como sinônimos, na verdade não o são. Climatério é a fase da vida onde os sintomas citados acima aparecem, e menopausa é o termo utilizado para designar a última menstruação da mulher – portanto, um evento pontual. E como saber se uma menstruação é a última ? Se já tiver transcorrido, pelo menos, um ano sem uma nova menstruação. O diagnóstico do climatério é eminentemente clínico, mas a ginecologista pode auxiliar no reconhecimento e, principalmente, ajudar no tratamento dos sintomas – inusitados para a paciente e, muitas vezes, desagradáveis. Com a melhora da expectativa de vida, a mulher vem gradualmente passando a viver 30, 40 ou mais anos após a menopausa. Dessa forma, tratar seus sintomas, bem como prevenir doenças, incentivar exercícios físicos e adotar dieta balanceada são ações fundamentais para melhorar a qualidade de vida das mulheres nessa fase. Dra. Thaís Marquesi Federico
Contracepção na adolescência

É bastante comum receber em meu consultório adolescentes cheias de dúvidas sobre contracepção, pois é nessa fase da vida que muitas delas iniciam a vida sexual. É por isso que conversar, esclarecer dúvidas e promover ampla educação sexual é fundamental. Nosso objetivo é que as adolescentes incorporem e usem o que chamamos de dupla proteção: combate às infecções sexualmente transmissíveis (IST) e prevenção contra a gravidez não desejada. A dupla proteção é obtida pelo uso do preservativo (camisinha) masculino ou feminino, sempre, em todas as relações sexuais. Somar outro método é aconselhável, mas os métodos comportamentais (tabelinha, coito interrompido, temperatura basal, muco cervical) devem ser desencorajados devido ao alto índice de falha e por não prevenir contra IST. Mais eficaz é incentivar um método que não dependa da iniciativa da adolescente, que seja seguro, prático, preferencialmente de longa duração, e com nenhum ou poucos efeitos indesejados. A maioria das adolescentes pode usar, como segundo método, contraceptivos hormonais, tais como pílulas, injeções, implantes, adesivos e anéis vaginais, bem como dispositivos intrauterinos (DIU) hormonais ou não hormonais. Os métodos de longa duração, como implantes e o DIU, embora ainda pouco adotados pelas adolescentes, são opções interessantes por não estarem sujeitos ao fator “esquecimento”. Reforço que é muito importante não iniciar a atividade sexual antes de receber as orientações médicas necessárias, bem como não adotar métodos contraceptivos sem essa orientação, já que pode haver contraindicações ao uso de determinados métodos. Na consulta, a adolescente e a ginecologista escolherão juntas a melhor opção de contraceptivo. Dra. Maria del Carmen Alonso Vilchez Casella “As informações contidas nesse site e blog têm caráter educativo e informativo e jamais devem ser utilizadas para autodiagnóstico, auto tratamento e automedicação. Em caso de dúvida, um profissional médico deve ser consultado. Somente o médico pode praticar o ato médico conforme o Conselho Federal de Medicina.”
Laser vaginal – uma opção interessante para tratamento do ressecamento vaginal

Muitas mulheres chegam ao consultório queixando-se de ressecamento vaginal, falta de lubrificação, ardor ou dor na relação sexual (dispareunia), coceira genital, odor genital e perdas urinárias, sintomas que caracterizam a atrofia vulvo-vaginal ou genital. Acomete de 40% a 60% das mulheres quando passados cinco ou seis anos após a menopausa e tem caráter progressivo, levando a queixas como diminuição da libido e baixa autoestima, e sendo responsável por mudanças significativas na sexualidade e na qualidade de vida. A principal causa dessa atrofia é a diminuição do estrogênio, hormônio produzido pelos ovários, o que leva ao afinamento e à diminuição da vascularização da mucosa vaginal, bem como à diminuição da sua lubrificação, tornando-a mais frágil e com menor elasticidade. Essas variações hormonais podem também estar presentes em mulheres jovens, como no pós-parto, durante a amamentação, quando há retirada cirúrgica dos ovários (ooforectomia), após radioterapia ou quimioterapia para o tratamento de câncer, ou após o uso de alguns medicamentos, como por exemplo os análogos de GnRh. O tratamento para a atrofia genital pode ser feito com a reposição de hormônios (preferencialmente por via tópica, como cremes e óvulos vaginais), com o uso de lubrificantes, hidratantes vaginais ou através do laser vaginal. O laser vaginal é uma opção de tratamento não hormonal para mulheres com atrofia genital e que não querem ou não podem usar hormônios (nem locais, nem sistêmicos), como as que tiveram trombose, câncer de endométrio ou câncer de mama. O tratamento com o laser vaginal tem como objetivo o rejuvenescimento genital e o combate à flacidez e à atrofia, promovendo uma remodelação dos tecidos locais e aumento de colágeno, promovendo maior firmeza local e aumento da vascularização da mucosa. O procedimento consiste na introdução na vagina de uma sonda semelhante às usadas em exames de ultrassom transvaginal, por onde são emitidos pulsos de laser. Cada sessão de tratamento dura em torno de vinte minutos, durante os quais a mulher poder vir a sentir leve desconforto (calor local), amenizado pela aplicação de anestésico local antes do procedimento. Inicialmente, aconselha-se a realização de três sessões, feitas a cada trinta dias em média, seguidas por aplicações únicas de manutenção semestrais ou anuais, conforme a resposta de cada paciente ao tratamento. Apenas especialistas são capazes de avaliar a aplicabilidade do laser vaginal e realizá-lo com segurança. Discuta com o seu ginecologista esta opção de tratamento.
A importância do planejamento para engravidar na mulher com endometriose

Dados atuais apontam que cerca de 40% das mulheres com endometriose têm dificuldade de engravidar e, como nem todas as mulheres com endometriose tem cólicas menstruais ou dor na relação sexual, muitas vezes é a busca de uma reposta para essa dificuldade que leva ao diagnóstico da endometriose. A endometriose acomete cerca de 10% das mulheres durante a vida reprodutiva. Vários fatores podem contribuir para a dificuldade de engravidar das mulheres com endometriose. O processo inflamatório crônico resultante da doença pode levar à formação de aderências pélvicas e a outras alterações anatômicas e, como consequência, prejudicar ou até impedir a captura dos óvulos pela tuba. Observam-se também alterações na qualidade dos óvulos e maior dificuldade na implantação do embrião dentro do útero (nidação) devido a modificações promovidas pela doença em sua parte interna (endométrio). É importante destacar que a evolução da doença pode gradualmente comprometer a capacidade reprodutiva da mulher com endometriose. O desejo de engravidar pode vir em um momento em que essa capacidade já se tenha reduzido em função da doença. Logo, ainda que a mulher com diagnóstico de endometriose não pretenda engravidar no curto prazo, deveria considerar aconselhar-se com um especialista no sentido de planejar gestações futuras – ainda que distantes. O tratamento da infertilidade decorrente da endometriose é feito caso a caso. Dependendo da idade da paciente, pode ser indicada a captura e a preservação de óvulos para uso futuro antes do tratamento cirúrgico. Em outros casos, de acordo com o estágio da doença, pode ser indicada a utilização de técnicas de reprodução assistida. O especialista em endometriose é o profissional capacitado para realizar o planejamento necessário para aumentar as chances de engravidar na paciente com endometriose. Clique aqui para mais informações sobre endometriose.
O que é Endometrioma?

Antes de responder a essa questão, precisamos rever o conceito de ciclo menstrual e da endometriose. A cada menstruação, o endométrio, que é a camada mais interna do útero, descama e é eliminado pela vagina sob a forma de menstruação. Do mesmo modo, células desse tecido endometrial fazem um caminho distinto: em vez de saírem pela vagina, passam pela pelas tubas uterinas e chegam ao interior do abdômen pelo mecanismo conhecido como refluxo menstrual. São essas células que, em algumas mulheres, dão origem à endometriose, doença caracterizada pela implantação dessas células nos tecidos e órgãos abdominais. Nem todas as mulheres desenvolvem a endometriose e, embora a causa da formação da doença ainda não esteja bem estabelecida, fatores genéticos, alterações imunológicas e ambientais parecem estar envolvidos no motivo e na forma pela qual essas células endometriais se fixam na cavidade pélvica e dão origem à doença. Endometrioma ou endometriose? A endometriose pode afetar vários órgãos e a região que está no fundo da vagina, em contato com a parte posterior do útero e próxima ao intestino, é o local mais frequente da doença na pelve. Isso explica por que algumas mulheres com endometriose podem apresentar dor no fundo da vagina durante a relação sexual, além de sintomas intestinais. Os ovários são o segundo local mais frequente de lesões de endometriose e existem duas formas de endometriose ovariana. A forma chamada de superficial, onde os implantes de endométrio recobrem a superfície do ovário, e a outra forma, chamada de cística ou de endometrioma. O endometrioma é um cisto – uma “bolsa” – preenchido por um líquido com aspecto marrom ou achocolatado. A mulher pode ter um único endometrioma ou mais de um, e este cisto pode estar em apenas um ou nos dois ovários simultaneamente. O tamanho do cisto também pode variar, sendo encontrados desde pequenos cistos, menores que 1,0 cm, até cistos muito volumosos, que podem ocupar toda a pelve. Quais os sintomas mais comuns? Embora nem todas as pacientes possuam sintomas, assim como na endometriose em geral, as mulheres com endometrioma podem relatar cólicas menstruais (dismenorreia), dor na região pélvica, dor na relação sexual (dispareunia) e quadros de infertilidade. Esses sintomas podem ser intensos e costumam interferir em seu no dia a dia, levando muitas vezes inclusive a alterações de humor, quadros depressivos, alterações do sono, ansiedade e interferência em relações interpessoais (profissionais, entre amigos, familiares e com a parceria), o que imprime forte impacto na qualidade de vida dessas mulheres. Sabemos hoje que os endometriomas podem estar relacionados a quadros de endometriose mais avançada, principalmente quando a paciente apresenta queixa de dor associadamente. Desse modo, sintomas como dor ao urinar, sangramento na urina, aumento de gases, distensão abdominal, dor ao evacuar, alterações na forma das fezes precisam ser considerados com atenção, sugerindo a necessidade de uma investigação médica mais detalhada. Os cistos de endometriose ovariana também sofrem ação hormonal e podem crescer a cada ciclo menstrual. Raramente se rompem, mas, quando acontece, podem levar a um quadro doloroso agudo e à cirurgia de emergência. Posso engravidar com endometrioma? Um dos aspectos a considerar é o dano que o cisto provoca no tecido ovariano normal, com destruição gradual e progressiva do parênquima ovariano, diminuindo a quantidade e qualidade dos folículos e contribuindo fortemente para a diminuição da reserva ovariana, com consequente possibilidade de prejuízos à fertilidade da mulher. Esse é um aspecto muito importante e que precisa ser avaliado com cuidado nas mulheres que desejam engravidar, tanto em mulheres jovens, cuja reserva ovariana ainda não está sujeita à diminuição natural decorrente da idade, quanto nas mulheres com 35 anos ou mais, onde essa diminuição fisiológica é significativa. É sabido que a endometriose provoca uma inflamação que acontece independentemente do órgão acometido, tendo como consequência frequente, quando na pelve, o quadro das aderências pélvicas. Esse fator é muito importante tanto na gênese da dor quanto na da infertilidade, por alterar com frequência a permeabilidade das tubas ou levar até mesmo a sua obstrução completa, dificultando ou impedindo a captação do óvulo. Como pode ser feito o diagnóstico? O endometrioma costuma ser visto ao exame de ultrassom pélvico ou transvaginal sem dificuldade e seu diagnóstico não exige exames mais detalhados. Exames mais específicos, como a ressonância magnética e o ultrassom com preparo intestinal, podem complementar o diagnóstico, principalmente no caso de suspeita de endometriose profunda, que pode estar presente em 45% dos casos de mulheres com endometriomas. Existe tratamento? É importante salientar que as opções de tratamento variam para cada mulher e devem ser discutidas com seu médico ginecologista detalhadamente. Fatores como a dor, a idade da paciente e seu desejo de engravidar são exemplos de alguns critérios que precisam ser analisados para que, juntos, médico e paciente, possam chegar à melhor estratégia de tratamento. O tratamento dos endometriomas muitas vezes é cirúrgico e, quando indicada, a cirurgia costuma ser realizada por meio da técnica minimamente invasiva – a chamada laparoscopia. A cirurgia consiste na retirada do cisto (cistectomia) com técnica precisa e com o menor dano possível ao tecido ovariano normal. Além disso, especialistas no mundo inteiro chegaram ao consenso que todos os focos visíveis de endometriose devem ser retirados durante a mesma cirurgia, evitando ao máximo novas cirurgias futuras e diminuindo a chance de recidiva da doença. Muitos encontros com especialistas no assunto são feitos por ano no mundo para oferecer diretrizes e consensos orientadores do manejo da doença. Motivo de grande dúvida e questionamento é como tratar a mulher que tem endometrioma e deseja engravidar. Mulheres mais jovens nessa situação podem se beneficiar do tratamento cirúrgico. Elas costumam ter boa reserva ovarina e podem inclusive conseguir engravidar espontaneamente após a cirurgia para o tratamento do endometrioma. Em mulheres com menor reserva ovariana, decorrente de causas diversas, assim como naquelas com mais de 35 anos, idade em que a reserva ovariana já expressa uma diminuição fisiológica, realizar a reprodução assistida (ex.: FIV – fertilização in vitro) antes da cirurgia pode ser uma opção. Técnicas como o congelamento de óvulos
Tipos de DIU: cobre, prata, Mirena® e Kyleena®

1. O que é DIU de cobre? O DIU de cobre é um DIU não hormonal que recebe esse nome porque o seu principal componente é um fio de cobre, que reveste todo o corpo do DIU. 2. O que é DIU de prata? O DIU de prata – cujo nome mais correto deveria ser DIU de cobre e prata – é igualmente um DIU não hormonal que possui em sua composição, além do cobre, também a prata. É comercializado com o nome Andalan®. 3. O que é DIU Mirena®? Também conhecido por SIU – Sistema Intrauterino, DIU hormonal ou DIU medicado. Diferentemente dos DIU de cobre e prata, este não é revestido por um fio metálico. Trata-se de um dispositivo intrauterino também em forma de T, que contém em sua composição o levonorgestrel, um tipo de progesterona semelhante ao hormônio produzido pelo corpo da mulher. 4. O que é DIU Kyleena®? Assim como o Mirena®, o DIU Kyleena® é um DIU hormonal que contém levonorgestrel em sua composição, porém, em menor dosagem. 5. Como funcionam os DIU de cobre e de prata? O mecanismo dos DIU de cobre e de prata é o mesmo. O principal agente desses tipos de DIU é o cobre, que altera o muco cervical, deixando-o espesso e, com isso, diminuindo a mobilidade dos espermatozoides. O cobre altera também o fluído dentro da tuba uterina, dificultando o transporte do espermatozoide até a tuba, impedindo assim a fecundação. O cobre presente no DIU de prata age da mesma forma, porém a presença da prata altera a fragmentação do cobre dentro do útero, diminuindo o processo inflamatório causado pelo cobre dentro do útero e com isso, as cólicas e a menstruação. 6. O DIU é abortivo? Os DIU não são abortivos. Sua ação impede a fecundação e, consequentemente, a gravidez. 7. Como funciona o DIU Mirena®? E o DIU Kyleena®? O DIU Mirena® e o DIU Kyleena® possuem o mesmo mecanismo para evitar a gravidez. O levonorgestrel contido no DIU é liberado dentro do útero e atua no endométrio, camada interna do útero e no muco cervical. Age impedindo o espessamento do endométrio e tornando o muco cervical espesso, o que dificulta a movimentação do espermatozoide e, consequentemente, a fertilização do óvulo. 8. Quais as vantagens do DIU de cobre? O DIU de cobre é chamado de DIU não hormonal por não possuir hormônios em sua composição. Pode ser usado por mulheres que não podem usar hormônios, como as que têm câncer de mama ou trombose, por exemplo. O DIU de cobre tem alta eficácia e poucos efeitos colaterais, evitando gravidez em cerca de 99% dos casos. Em relação aos DIU hormonais, têm a vantagem de não sofrer interferências de medicamentos, como, por exemplo, de antibióticos e de anticonvulsivantes. 9. Quais as vantagens do DIU de prata? O DIU de prata, como já foi dito anteriormente, é um DIU de cobre (portanto, não hormonal) que tem também prata em sua composição. A prata tem a função de estabilizar o cobre e, com isso, diminuir o efeito de cólicas e sangramentos menstruais durante o uso. Age da mesma forma que o DIU de cobre e tem as mesmas vantagens. Possui alta eficácia, evitando a gravidez em 99,4% dos casos. 10. Quais as vantagens dos DIU hormonais (Mirena® e Kyleena®)? Assim como os DIU não hormonais, o DIU Mirena® e o DIU Kyleena® atuam impedindo a fecundação, e por conterem levonorgestrel em suas composições, atuam inibindo a ovulação. Podem diminuir o fluxo menstrual e as cólicas menstruais, e são contraceptivos seguros e altamente eficazes. O Mirena® pode ser utilizado como reposição hormonal na menopausa e como opção de medicamento hormonal em mulheres com endometriose. O Kyleena® é um pouco menor que o Mirena® e possui um pouco menos hormônio. Apresenta menos efeitos colaterais quando comparado ao Mirena®, sem perder seu efeito contraceptivo. Além disso, é uma opção para as mulheres que desejam um efeito contraceptivo de longa duração sem deixar de menstruar. 11. DIU pode ser usado durante a amamentação? O DIU pode ser usado durante a amamentação, seja DIU hormonal ou não hormonal. 12. Quais as desvantagens do DIU de cobre e do DIU de Prata? O DIU de cobre não deve ser colocado em mulheres alérgicas ao cobre e o DIU de prata não deve ser colocado em mulheres alérgicas ao cobre ou à prata. Estes tipos de DIU podem levar à alteração do padrão menstrual e provocar cólicas. 13. Quais as desvantagens do DIU Mirena® e do DIU Kyleena®? Por serem DIU hormonais, tanto o Mirena® quanto o Kyleena® não podem ser usados por mulheres com contraindicação para uso de hormônio. Por exemplo, mulheres com câncer de mama ou trombose. Alterações menstruais, como sangramentos menstruais inesperados, dores de cabeça, náuseas e cólicas são raras e dificilmente levam a mulher à retirada do DIU. Essas reações podem também ocorrer no Kyleena®, mas ainda mais raras do que no Mirena®. Não estão disponíveis na rede pública de saúde. 14. Como fica minha menstruação com os DIU de cobre e de prata? A mulher que usa o DIU de cobre pode observar um aumento do fluxo menstrual e muitas vezes também das cólicas menstruais, também chamadas de dismenorreia. Esse efeito acontece um pouco menos no DIU de prata. 15. Como fica minha menstruação com o DIU Mirena®? E Kyleena®? É importante ressaltar que, se o DIU estiver corretamente posicionado dentro da cavidade uterina, seu efeito está garantido e não muda ainda que a mulher apresente menstruação. Algumas mulheres apresentam menstruações normais mesmo com o DIU. Outras podem ter menstruação irregular, comumente em pequena quantidade e com aspecto de “borra de café”. Outras mulheres podem ficar sem sangramento durante o uso do DIU. Após 3 a 6 meses da colocação, a menstruação costuma se estabilizar e esses sangramentos irregulares tendem a melhorar. 16. Qual a duração do DIU de cobre e do DIU de Prata? Após sua inserção dentro do útero, tanto o DIU de cobre quanto o de
O Papel da Vitamina D na sua Saúde

Desde a sua descoberta, em 1922, até a década de 1990, acreditava-se que a única função da vitamina D era contribuir para a saúde óssea. Nas últimas décadas, descobriu-se que, além de atuar em conjunto com o PTH (paratormônio) no sistema musculoesquelético, a vitamina D atua também nos sistemas imunológico e cardiovascular, bem como interage com diversos hormônios. As vitaminas são nutrientes essenciais que participam do nosso metabolismo e são adquiridas da dieta. São importantes para manter nossa pele e mucosas saudáveis, atuam no nosso sistema imunológico e são fundamentais na cura de algumas doenças, sendo indispensáveis para manter a vida saudável. Considerada pelos estudiosos não apenas como uma vitamina mas como um “pré-hormônio”, a biodisponibilidade (percentual aproveitado pelo organismo) da vitamina D, depende da sua sintetização pela pele, do seu consumo via oral, da absorção intestinal, da velocidade de seu metabolismo, e do seu armazenamento no tecido gorduroso. Diversos estudos têm demonstrado também que a vitamina D tem funções na regulação de várias reações químicas celulares em nosso organismo, além de regular a expressão de muitos genes. Vários órgãos têm receptores para vitamina D, possuindo importante papel na prevenção de muitas doenças. Segundo dados da literatura científica, os efeitos antimicrobiano, anti-inflamatório e modulador da vitamina D no sistema imunológico podem trazer benefícios para pacientes com tuberculose, endometriose, câncer, psoríase, asma, diabetes, alterações cardiovasculares, Alzheimer e depressão, desde que associada ao tratamento específico de cada doença e sob supervisão médica. Como o corpo produz vitamina D? A maior parte da vitamina D que utilizamos é produzida pelo nosso corpo (produção endógena) a partir da pele, e depende de exposição à luz solar. Uma pequena fração das nossas necessidades de vitamina D vem de fontes alimentares como: óleo de salmão, sardinha, atum, leite, queijos, iogurte, fígado e gema de ovo. Os raios solares UVB atingem a camada superficial da pele, modificando o 7-dehidrocolesterol (7-DHC) e transformando-o colecalciferol, substância conhecida como vitamina D3. É o colecalciferol que chega ao fígado e aos rins, onde sofre ação de algumas enzimas, sendo transformado em calcitriol ou 1,25 dihidroxicholecalciferol a forma ativa da vitamina D que tem a propriedade de aumentar a absorção de cálcio e fósforo pelo intestino. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que cerca de metade da população mundial tenha déficit de vitamina D (hipovitaminose D) em algum nível, o que representa um problema de saúde pública em vários países, inclusive no Brasil. A deficiência de vitamina D A pessoa com falta da vitamina D pode ser assintomática ou apresentar sintomas como fraqueza muscular, dores crônicas e cansaço. A deficiência da vitamina D está comprovadamente relacionada a várias doenças do metabolismo ósseo, como osteomalácia, osteoporose e retardo de crescimento. A falta extrema ou prolongada da vitamina D, de causa nutricional ou genética associada, pode causar o raquitismo. É uma doença onde pode haver, além da deficiência de vitamina D, também a deficiência de cálcio. Observam-se retardo de crescimento, fraqueza, dores na coluna e pernas arqueadas. Seu tratamento envolve suplemento de cálcio, vitamina D e, eventualmente, cirurgia. No Brasil, o raquistismo hipofosfatêmico, mais associado ao fator genético, acomete cerca de um a cada 20 mil nascidos vivos. A vitamina D tem papel importante durante a gestação e a sua deficiência está associada com maior risco de aborto habitual, de pré-eclâmpsia, de diabetes gestacional e de parto prematuro, bem como de alterações ósseas e de crescimento do feto. É consenso que o exame de sangue 25 OH vitamina D é o melhor indicador para avaliar o status de uma pessoa quanto à vitamina D. Os valores de vitamina D esperados variam de acordo com a idade, doenças existentes e fatores de risco, e ainda não estão totalmente estabelecidos. Como podemos adquirir vitamina D? Inúmeros esforços vêm sendo feitos pelas sociedades médicas, para o desenvolvimento de recomendações baseadas em evidências científicas, tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento da deficiência de vitamina D. Sabemos que são necessários 15 a 20 minutos de exposição solar diária sem proteção solar para garantir a produção adequada de vitamina D, e se recomenda também que essa exposição seja feita antes das 10 horas da manhã ou após as 16 horas para evitar a exposição excessiva aos raios ultravioletas e minimizar o risco de câncer de pele. A ingestão diária de vitamina D para adultos varia de 600 a 800 UI (unidades internacionais) por dia, podendo variar de acordo com necessidades pessoais. Alguns alimentos são fonte de vitamina D. Existem inúmeras fórmulas com vitamina D à venda nas farmácias, mas o seu uso deve ser acompanhado pelo médico. Doses excessivas de vitamina D podem levar a alterações gastrointestinais e do sistema nervoso. (http://dx.doi.org/10.1590/2175-8239-jbn-2019-0192 ) COVID-19 e vitamina D Devido ao isolamento social, algumas pessoas podem apresentar queda nos níveis de vitamina D em decorrência da baixa exposição ao sol. Isso não significa que devemos usar suplemento de vitamina D por conta própria. O excesso de vitamina D pode alterar o metabolismo da paratireoide e do cálcio, podendo levar a casos de insuficiência renal e até mesmo à morte. A recomendação é procurar o seu médico para fazer uma avaliação quanto à necessidade ou não de suplementação. Quanto à suposta eficácia da suplementação da Vitamina D para a prevenção da COVID-19, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e a Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO) publicaram conjuntamente uma nota, em abril 2020, deixando claro não haver qualquer evidência nesse sentido. (https://www.endocrino.org.br/nota-de-esclarecimento-vitamina-d-e-covid-19/) Quais os valores de referência para vitamina D? A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) afirma que os valores de referência para o 25 OH vitamina D são: (Fonte: https://www.endocrino.org.br/vitamina-d-novos-valores-de-referencia/) Uma forma interessante de adquirir vitamina D é praticar exercícios ao ar livre, além da ingestão de dieta equilibrada. Procure seu médico para exames periódicos. Contribua para sua saúde.
Previna o câncer de mama

Outubro Rosa é a campanha realizada no mundo todo para conscientização sobre o câncer de mama e tem como objetivo principal a prevenção desse tipo de câncer e o seu diagnóstico precoce. O câncer de mama é o câncer mais frequente nas mulheres e, segundo o INCA (Instituto de Câncer), o Brasil terá cerca de 66 mil casos dessa patologia em 2020. Existem vários fatores de risco para o câncer de mama, e identificá-los pode levar a mulher ao diagnóstico e ao tratamento de forma mais rápida e precisa. O primeiro fator de risco é a idade. Embora o câncer de mama possa aparecer em qualquer idade, mulheres com mais de 50 anos apresentam maior risco de desenvolver a doença. Outro fator importante é o histórico familiar. Mulheres com parentes consanguíneos que tiveram câncer de mama ou de ovário, principalmente quando em idade jovem, possuem risco aumentado. Isso porque mutações genéticas que predispõem as suas portadoras a esse tipo de câncer são transmitidas hereditariamente, sendo as principais o BRCA1 e BRCA2. Exposição a substâncias químicas e a agrotóxicos, consumo de bebidas alcoólicas, obesidade, exposição prolongada a radiação ionizante, exposição a hormônios por longos períodos, também são fatores de risco. Por outro lado, a amamentação e a adoção de estilo de vida saudável podem proteger a mulher do câncer de mama. Realizar o auto exame da mama é importante, embora não identifique lesões precocemente. Para realizá-lo, não é necessária nenhuma técnica especial. Consiste na observação e palpação das mamas pela própria mulher. Pode ser realizado no banho ou deitada e as mamas devem ser palpadas em toda a sua extensão, iniciando na axila. Pelo auto exame, a mulher consegue detectar mudanças na cor da pele (como vermelhidão ou aspecto em “casca de laranja”), saída de alguma secreção das mamas, a presença de nódulos ou de qualquer outro espessamento no tecido mamário. Frente a qualquer mudança, a orientação é procurar o ginecologista assim que possível para uma avaliação detalhada. O rastreamento do câncer de mama deve ser feito principalmente pela mamografia, exame que pode detectar pequenas lesões, inclusive quando ainda não são palpáveis e, com isso, permitir que o diagnóstico seja feito precocemente e, consequentemente, reduzir as taxas de mortalidade pela doença. Microcalcificações agrupadas, por exemplo, são observáveis à mamografia, mas não à palpação. O Ministério da Saúde recomenda a realização da mamografia a cada dois anos nas mulheres a partir dos 50 anos de idade. A Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e a Sociedade Brasileira de Mastologia recomendam a realização da mamografia anualmente em mulheres a partir dos 40 anos. Mulheres com fatores de risco devem iniciar as mamografias mais precocemente, sob orientação de seus ginecologistas. A ultrassonografia das mamas tem seu papel no rastreamento do câncer de mama em mulheres jovens, bem como a ressonância magnética, realizada nos casos mais complexos. Não deixe de examinar, tocar e observar suas mamas, e não tenha medo de realizar a mamografia. A prevenção é a melhor arma da mulher contra o câncer de mama.
Você sabe quando levar sua filha ao ginecologista?

Está na hora de levar? Quais os assuntos que serão abordados na consulta? Quem é o médico mais indicado? Vão falar sobre sexo? Será examinada pelo médico? Como prevenir gestação precoce? Depois de anos de experiência, pude perceber que a consulta com o ginecologista está recheada de mitos e simbolismos e que, além das dúvidas da própria menina, seus responsáveis também apresentam muitos questionamentos sobre os diversos temas relacionados. Não há dúvida que sintomas como corrimento vaginal, prurido genital, alterações nas mamas (modificação na pele, mudanças na forma ou no tamanho, presença de nódulos ou espessamentos), aumento de pelos pelo corpo, presença de dor abdominal, cólicas ou irregularidade menstrual, dor ao urinar ou sangramento na urina, bem como queixas sexuais, merecem a avaliação do ginecologista independentemente da idade da paciente. Contundo, a própria entrada na puberdade, com todas as transformações fisiológicas, psicológicas e sociais que aí se iniciam, requer o início de novas atitudes e cuidados com a saúde. Não existe uma regra e sim uma recomendação de levar a menina ao ginecologista por volta dos 10 anos e antes de menstruar. Nessa consulta, o médico poderá explicar como acontecerá a menstruação além de esclarecer as dúvidas e expectativas da menina sobre essa nova fase. Também não há regras sobre a periodicidade das visitas ao ginecologista, mas a recomendação é que sejam feitas uma vez por ano ou mais. A visita ao ginecologista após a primeira menstruação, por exemplo, além de permitir uma avaliação da saúde da jovem de forma geral, é também uma oportunidade para a avaliação das questões relacionadas à puberdade, a observação do desenvolvimento das mamas e a avaliação do ciclo menstrual. Além disso, questões como o aparecimento de acne, o aumento da oleosidade da pele e outras queixas frequentes da adolescente são abordadas pelo ginecologista. Motivo de insegurança das meninas e de seus pais, o exame físico que o médico realiza após a conversa com a paciente é parte importante da consulta médica. Além de realizar um exame clínico geral, o ginecologista examina as mamas, o abdome e os genitais. Nas meninas que ainda não iniciaram a atividade sexual, o exame limita-se à parte externa da área genital. Para as demais, o exame ginecológico inclui a avaliação interna, realizada com o auxílio de um aparelho chamado espéculo vaginal. O exame é realizado de forma rápida e indolor, sem mais que um leve desconforto durante a realização. O exame especular permite ao médico visualizar a parte interna da vagina e o colo uterino. É possível analisar a secreção vaginal, observar eventuais alterações da parede vaginal, bem como identificar a presença de cistos ou nódulos. Também permite identificar eventuais alterações no colo uterino, tais como modificações ou lesões em sua superfície ou a presença de pólipos, bem como realizar a coleta de exames como Papanicolau e a colposcopia. Pontos importantes tratados durante a consulta ginecológica são as questões relacionadas à sexualidade. De forma geral, a adolescente já traz algumas informações obtidas da escola, dos pais ou de amigos, e muitas dúvidas também. Frequentemente, essas informações não são suficientes para orientar os cuidados que deve passar a ter com sua saúde, ou a levam até mesmo a agir de forma equivocada e deletéria. O ginecologista esclarece as dúvidas e conversa sobre todos os assuntos importantes para a jovem sentir-se segura nessa fase da sua vida. São tratados assuntos que vão desde o funcionamento do próprio organismo da adolescente até a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, passando por orientações sobre higiene íntima, métodos para evitar uma gestação precoce e outros. Por todos esses aspectos, a escolha do ginecologista é um ponto chave. Além da capacitação técnica, é fundamental que se estabeleça uma relação de empatia e confiança, deixando sempre aberto um canal de apoio e orientação para todas as descobertas dessa fase.
Urgências e emergências ginecológicas: Rotura de cisto de ovário, abscesso tubo-ovariano e gestação ectópica

Geralmente, quando pensamos em “urgência” e “emergência” médicas, associamos essa situação a algum tipo de dor aguda. Além da dor, outros sintomas como o inchaço do abdome, também conhecido por distensão abdominal, taquicardia, náuseas e vômitos podem estar associados, caracterizando o quadro de abdome agudo. Trata-se de um quadro grave, que merece uma avaliação médica imediata.É possível existir alguma urgência ginecológica? Quais são as possíveis urgências ginecológicas? Rotura de cisto ovariano Durante o ciclo menstrual, os ovários produzem os chamados folículos, também conhecidos como cistos foliculares ou cistos funcionais. Existem outros tipos de cistos ovarianos, como os cistos de corpo lúteo, os teratomas e os endometriomas. Todos guardam em comum o fato de serem cistos, ou seja, “bolsas” que possuem conteúdo líquido.A rotura de cisto de ovário pode ocorrer com qualquer cisto ovariano que se rompa, deixando o líquido que estava em seu interior cair dentro do abdome.Acontece com frequência nos cistos funcionais e nos cistos de corpo lúteo, sendo menos frequente nos teratomas e nos endometriomas, por exemplo. Quais são os sintomas?A mulher sente dor, geralmente súbita, possivelmente intensa, e costuma estar associada a distensão abdominal. Além da dor, sintomas como taquicardia, náuseas, vômitos, queda de pressão arterial e fraqueza podem estar presentes e indicar a existência de perda sanguínea. Como é feito o diagnóstico?Além dos sintomas descritos, o médico pode suspeitar de rotura de cisto ovariano durante o exame físico e solicitar exames de imagem (como as ultrassonografias transvaginal e pélvica) ou laboratoriais para auxiliá-lo na confirmação do diagnóstico. Como é o tratamento?Nos casos em que a perda sanguínea é estável e os sintomas não são intensos, a conduta conservadora (não cirúrgica) pode ser uma opção, mas sempre com intensa e cuidadosa vigilância médica, mantendo suporte clínico e controle da dor, muitas vezes resultando em involução do quadro.Algumas vezes, no entanto, a dor pode ser bem intensa, acompanhada dos sinais de perda sanguínea e caracterizar o quadro conhecido como abdome agudo ginecológico.Trata-se de uma urgência médica com risco para a vida da mulher, sendo fundamental que a avaliação pelo médico seja feita o mais rápido possível.O tratamento cirúrgico é indicado nesse caso e tem o objetivo de conter o sangramento, retirar o cisto roto e preservar o restante do ovário quando possível. A via de cirurgia preferencial é a laparoscopia por se tratar de uma cirurgia minimamente invasiva. Nos casos com instabilidade clínica, a opção pode ser a cirurgia convencional de urgência. Torção anexial Chamamos de “anexo” os órgãos e estruturas compostos pelos ovários, tubas uterinas e pelos seus vasos sanguíneos e ligamentos.Quando ocorre uma rotação completa ou parcial do ovário ou tuba em seusligamentos de suporte, temos o quadro de torção anexial, o que acarreta a diminuição do aporte sanguíneo e o consequente comprometimento da vascularização do órgão afetado.Representa de 2,5% a 5,0% das emergências ginecológicas e está relacionada a cistos ovarianos e paraovarianos em 64% a 82% dos casos, sendo a indução da ovulação e a hiperestimulação ovariana fatores de risco associados.Quais são os sintomas? Os principais sintomas são dor abdominal e distensão abdominal. Dependendo do grau de torção e do tempo decorrido, pode levar a sintomas como taquicardia, náuseas, vômitos, queda de pressão arterial e fraqueza.Como é feito o diagnóstico?A suspeita de abdome agudo pode ser feita pelo quadro clínico e exame físico. A ultrassonografia transvaginal ou pélvica pode auxiliar no diagnóstico, muitas vezes permitindo a visualização do comprometimento da vascularização do ovário.Como é o tratamento?O tratamento costuma ser cirúrgico por laparoscopia ou laparotomia, dependendo do caso. Embora a literatura médica descreva haver possibilidade de distorção do anexo com posterior reavaliação do fluxo sanguíneo em casos selecionados, frequentemente a torção anexial leva a importante prejuízo da vascularização do anexo, sendo necessária a retirada da tuba uterina, do ovário ou de ambos. Abscesso tubo-ovariano É uma complicação grave da doença inflamatória pélvica, doença caracterizada pela infecção do trato genital superior (útero, trompas e ovários) geralmente associada a agentes sexualmente transmissíveis como a Neisseria gonorrhoeae (“gonorreia”) e a Chlamydia trachomati (“clamídia”), embora já se saiba que é um processo polimicrobiano.O abscesso tubo-ovariano pode se romper, conferindo ainda mais gravidade ao quadro.O quadro pode favorecer o surgimento de aderências pélvicas e levar a complicações futuras como infertilidade e dor pélvica crônica. Quais são os sintomas?Os principais sintomas incluem dor abdominal, geralmente em topografia pélvica, associada a febre e secreção vaginal com odor, dor na relação sexual (dispareunia), dor lombar e, nos casos mais graves, sinais toxêmicos como taquicardia, confusão mental e choque. Como é feito o diagnóstico?A hipótese diagnóstica é feita pelo médico, com base na história clínica e no exame físico, auxiliada por exames laboratoriais e de imagem (tomografia computadorizada ou ultrassonografias pélvica ou transvaginal). Como é feito o tratamento?O tratamento é feito com antibióticos de amplo espectro de ação, cuja administração deve ser feita em ambiente hospitalar, associada ao tratamento cirúrgico por laparoscopia ou laparotomia para drenagem e limpeza da cavidade pélvica.Todos os parceiros recentes nos últimos seis meses devem ser convocados ereceberem tratamento medicamentoso (antibióticos) de acordo com a suspeita clínica.Estima-se que cerca de 70% das mulheres infectadas por clamídia sejamassintomáticas, reforçando o alerta da necessidade de prevenção de infecções sexualmente transmissíveis.Além disso, uma vez confirmada a suspeita clínica, sempre que possível devem ser feitos também testes sorológicos para verificar a existência de coinfecção por outros agentes como sífilis, hepatite B, hepatite C e HIV. Gestação ectópica Também conhecida como gravidez ectópica, é considerada uma urgência obstétrica e ocorre quando há implantação da gestação (blastocisto) em local inadequado, ou seja, diferente da cavidade uterina. Felizmente é uma situação rara que aparece em cerda de 1% a 2% das gestações e, embora possa ocorrer em várias localizações, como a cavidade abdominal e o colo uterino, acomete mais frequentemente uma das tubas uterinas.A gravidez começa a se desenvolver fora da cavidade uterina e o feto pode crescer por algumas semanas. Com o crescimento, pode ocorrer a ruptura do local (tuba uterina, por exemplo), levando a uma hemorragia interna que pode ser fatal, caracterizando a urgência médica.Algumas
Os sintomas dos miomas dependem de sua localização?

Os miomas uterinos são nódulos benignos (não são cânceres) que acometem o útero. Podem se localizar na camada externa do útero, quando são chamados de miomas subserosos, em sua camada média, recebendo o nome de miomas intramurais, ou ainda na camada interna do útero, os miomas submucosos. Os nódulos de miomas que acometem o colo uterino recebem uma denominação própria: são os miomas cervicais.Calcula-se que cerca de 80% das mulheres desenvolvam miomas uterinos durante sua vida fértil, sendo que a maioria não tem sintomas.Nas mulheres sintomáticas, os sintomas podem variar dependendo da localização dos miomas no útero. Causam uma protuberância na camada que reveste o útero. Não costumam provocar muitos sintomas. Quando volumosos, podem levar a sintomas de compressão da bexiga urinária, sensação de aumento do abdome, dores abdominais, dores nas relações sexuais e sintomas de compressão do intestino como, por exemplo, dificuldade de evacuar. Podem levar a sintomas mais exuberantes que os dos miomas subserosos, como cólicas menstruais, dores abdominais, fluxo menstrual intenso e até anemia. Se estiverem próximos da cavidade uterina, podem eventualmente distorcê-la, interferindo na fertilidade. Localizados dentro da cavidade uterina, podem levar a sangramentos intensos, tanto durante a menstruação quanto fora dela. Podem dificultar a implantação do embrião dentro do útero. Por acometerem o colo uterino, os miomas cervicais podem levar a sangramento ou dor nas relações sexuais e podem dificultar o parto normal. Procurar um ginecologista experiente é muito importante para obter um tratamento adequado – não deixe de fazê-lo periodicamente.
Em foco: ciclo menstrual

Todas sabemos que uma vez por mês a mulher sangra, menstrua – isso não é nenhuma novidade… Mas o que está por trás desse sangramento? Será que todas as mulheres conhecem o que acontece durante o tão citado “ciclo menstrual”? Já que são as dúvidas que nos movem, vamos lá! Menarca, período reprodutivo, menopausa e menstruação Entre os 9 e os 16 anos, a menina experimenta sua primeira menstruação, também chamada menarca, e esse evento a acompanhará mensalmente por grande parte de sua vida, mais precisamente durante todo o seu período reprodutivo, que se encerra normalmente entre os 45 e os 55 anos por ocasião da menopausa, a sua última menstruação. Definida como uma secreção vaginal do tipo sanguinolenta, espontânea e periódica, decorrente da descamação da camada interna do útero (endométrio) após a ovulação, a menstruação tem duração que pode variar de três a oito dias. Ela reflete toda a mudança hormonal que ocorre no corpo da mulher e gera uma perda de 30 ml a 80 ml de sangue por ciclo. O ciclo menstrual Assim que se inicia o sangramento menstrual, logo no primeiro dia e ainda que pouco volumoso, inicia-se o que chamamos ciclo menstrual. O ciclo pode durar de 24 a 38 dias e termina com o início da próxima menstruação. Durante esse período, observamos oscilações nos hormônios produzidos nos ovários, o estrogênio e a progesterona, e nos produzidos pela hipófise, o hormônio folículo estimulante (FSH) e o hormônio luteinizante (LH). O ciclo menstrual é dividido em duas fases separadas entre si pela ovulação. Fase folicular ou primeira fase do ciclo Iniciada assim que a mulher menstrua, a primeira fase do ciclo ou fase folicular pode durar de cinco a 12 dias. É a fase em que se observa um aumento gradativo tanto do FSH quanto do estrogênio, sendo que o primeiro é o responsável pelo crescimento dos folículos ovarianos, enquanto o segundo participa da preparação do endométrio para uma eventual gravidez. (Folículos ovarianos são cistos em cujo interior encontramos líquido e óvulos não maduros.) O resultado desse processo é que um dos folículos cresce mais que os demais, tornando-se o folículo “dominante”, o óvulo em seu interior amadurece, resultando em um folículo maduro prestes a romper e a liberar o óvulo em seu interior. Ovulei Por ocasião do rompimento do folículo maduro e da saída do óvulo (o que ocorre frequentemente no meio do período do ciclo menstrual), inicia-se a fase ovulatória (ou ovulação) do ciclo menstrual, sendo momento do rompimento do folículo marcado por altos níveis de estrogênio e pelo maior valor de LH dentro do ciclo (“pico” de LH). O óvulo liberado “dura” em torno de 24 horas; depois disso, já não é mais viável a sua fecundação. É o chamado período fértil da mulher, fase em que a mulher observa maior desejo sexual, aumento da temperatura corporal em 0,5 °C (após a ovulação ter ocorrido) e saída de uma secreção elástica e transparente pela vagina destinada a tornar o ambiente mais favorável à relação sexual. Algumas mulheres podem sentir um pequeno desconforto ou leve dor no abdome nessa fase, geralmente com melhora espontânea e não necessitando de medicação. Engravidei ou não engravidei Uma vez expelido o óvulo, ele é então capturado pela tuba uterina, local onde pode ocorrer a fecundação. Caso ocorra a fecundação, forma-se então o chamado zigoto e se iniciam sucessivas divisões celulares que darão origem ao embrião. O embrião segue em sua jornada em direção à cavidade uterina, onde se fixará (evento chamado nidação) e terá início a gravidez. Já o óvulo não fecundado é absorvido pelo organismo. O corpo lúteo vai diminuindo até a chegada da próxima menstruação. Fase lútea Após a ovulação, inicia-se a fase lútea ou segunda fase do ciclo. Assim que o óvulo sai do folículo maduro, o local passa a ser chamado de corpo lúteo ou corpo amarelo, sua cor predominante. À ultrassonografia, o corpo lúteo é facilmente visualizado como um cisto, o “cisto de corpo lúteo”. As células do corpo lúteo produzem progesterona, hormônio que atua no preparo do endométrio para a nidação do embrião. Caso a mulher engravide, o corpo lúteo segue ativo em função do surgimento de um outro hormônio presente na gravidez, o βHCG (“beta” HCG). Por outro lado, se a gravidez não ocorrer, o corpo lúteo reduz gradativamente a produção de progesterona e involui totalmente após aproximadamente 12 a 16 dias, quando ocorre a nova menstruação. Acreditamos que o conhecimento nos dá liberdade e autonomia para fazer as melhores escolhas. Consulte um ginecologista periodicamente e não deixe sem esclarecimento as suas dúvidas.
Afinal o que é tabelinha?

É bem provável que você já tenha ouvido falar de um método para evitar a gravidez conhecido popularmente como “tabelinha”. A tabelinha é de fato um método contraceptivo que se baseia em não ter relações sexuais com ejaculação dentro da vagina durante o período fértil do seu ciclo menstrual. Como se “calcula” a tabelinha? O método de “cálculo” da tabelinha se baseia na duração dos últimos seis ciclos menstruais da mulher. Para simplificar o entendimento, suponhamos que os últimos seis ciclos tiveram: 30, 29, 30, 28, 31 e 29 dias de duração respectivamente. Quais são as vantagens da tabelinha? E quais são as desvantagens? Como podemos aumentar a sua segurança? O uso da tabelinha em associação com métodos de barreira, tais como os preservativos, aumenta a sua eficácia.Sempre tire suas dúvidas com o ginecologista.
Semana Mundial do Aleitamento Materno

Amamentar é um ato de amor onde cada detalhe é importante. Para amamentarProcure um local arejado, calmo e confortável.Use roupas práticas com aberturas frontais.O sutiã deve ter alças largas e ter boa sustentação. Mantenha as alças curtas.Observe a pega do bebê. Boca de peixe com lábios inferiores e superiores para fora.O nariz do bebê deve estar livre para que ele possa respirar tranquilamente.A bochecha deve se encher de leite e, com o movimento, às vezes é possível ouvir o bebê deglutindo.A barriga do bebê deve encostar no corpo da mãe e seu queixo deve ficar encostado no peito.Não deve doer.O bebê deve esvaziar uma mama completamente antes de mudar para a outra mama. Issogarante o recebimento do primeiro leite, rico em proteínas e água, assim como o leite mais tardio, rico em gordura.Para retirar o bebê do peito, coloque seu dedo no cantinho da boca do bebê. Não puxe. Passe um pouco de leite no seu bico após as mamadas. Isso vai manter o bico hidratado. Alimentação maternaConsuma alimentos frescos e não industrializados. Procure manter uma alimentação saudável e diversificada.Hidrate-se bem: precisará de cerca de 3,8 litros de água por dia.Capriche no consumo de cálcio (leite, queijo, iogurte etc.)Evite o excesso de sódio, cafeína e chocolate.Os adoçantes aspartame e sucralose são liberados. Não consuma sacarina associada ao ciclamato.Não consuma drogas, nem álcool.Não fume.Alguns medicamentos passam pelo leite materno. Portanto, consulte seu médico antes de ingerir qualquer medicação.A saúde do seu bebê depende de você!Não desista!
Sangramento após a relação sexual

Muitas mulheres não sabem o que fazer quando ocorre um sangramento após a relação sexual. É normal? Preciso procurar o médico com urgência? E agora? O que fazer? A primeira atitude é identificar a gravidade. Se você estiver grávida, deve passar por uma consulta de urgência em um pronto-socorro, independentemente do volume do sangramento. Não estando grávida, o parâmetro mais importante a ser observado é o volume do sangramento. Se for muito intenso, maior que o da sua menstruação, vale a mesma orientação anterior: procure um pronto-socorro com urgência. Certifique-se de que o pronto-socorro escolhido disponha de ginecologista de plantão. Na maioria das vezes, entretanto, o sangramento costuma ser discreto ou similar ao de uma menstruação normal. Nesses casos, agende uma consulta com o seu ginecologista em não mais que uma ou duas semanas do início do sangramento, ainda que o sangramento cesse nesse intervalo. Após a primeira relação sexual com penetração vaginal costuma ocorrer sangramento devido ao rompimento do hímen, a pequena pele localizada na entrada da vagina das mulheres que nunca tiveram penetração vaginal. Esse sangramento pode ser vermelho vivo ou amarronzado e durar até quatro ou cinco dias. Também para este caso valem as orientações anteriores. Outras situações: Vale destacar que, na maioria das vezes, não se trata de situações urgentes, mas, ainda que discreta, a presença de sangramento após a relação sexual deve ser avaliada por um ginecologista.
Endometriose ureteral

A endometriose ureteral acomete os ureteres que são órgãos em formato de tubo que levam a urina do rim até a bexiga urinária. Embora rara, a endometriose ureteral pode levar a consequências graves, como dilatação renal e, em casos extremos, até mesmo perda definitiva da função do rim. Formas de endometriose ureteral Existem duas formas de endometriose ureteral. A endometriose ureteral pode prejudicar a drenagem de urina do rim para a bexiga e levar à dilatação do rim, quadro conhecido como hidronefrose. Geralmente, essa dilatação melhora após a cirurgia de retirada do foco de endometriose, mas, em casos extremos, pode haver perda definitiva da função do rim ligado a esse ureter. Sintomas Os sintomas mais específicos da endometriose ureteral são: Estes sintomas frequentemente vêm acompanhados dos demais sintomas característicos da endometriose em geral: Diagnóstico Além do quadro clínico e do exame físico realizado pelo ginecologista, o diagnóstico por imagem, realizado por meio de ressonância magnética ou ultrassonografia com preparo intestinal, é muito importante para mapeamento da doença e para realizar o planejamento cirúrgico. Tratamento O tratamento da endometriose ureteral é cirúrgico. A cirurgia pode ser feita por via: A associação da endometriose ureteral com outras formas de endometriose é frequente. Muito importante procurar o médico caso apresente sintomas sugestivos de endometriose e fazer suas consultas de rotina no ginecologista.
Tenho endometriose. Preciso operar?

Essa é uma das inúmeras interrogações que vêm à nossa cabeça quando recebemos o diagnóstico de endometriose. Antes de responder, alguns fatores devem ser cuidadosamente avaliados: Indicações de cirurgia Em geral, a cirurgia para o tratamento da endometriose é indicada quando: O quadro de persistência da dor se caracteriza pela presença de dores intensas que não melhoram com analgésicos, medicamentos hormonais ou outras formas de controle de dor, tais como a fisioterapia ou a acupuntura. A endometriose pode se localizar próxima ou acometer o próprio ureter – a chamada endometriose ureteral. Os ureteres, em número de dois, são órgãos tubulares que ligam os rins à bexiga e servem ao transporte da urina. A presença da endometriose nessa localização pode dificultar o escoamento da urina, ocasionando uma dilatação renal, também chamada de hidronefrose, que pode levar à perda da função renal nos casos mais severos. O endometrioma ou endometriose ovariana, embora em muitos casos demande intervenção cirúrgica, deve ter esta intervenção avaliada com critério, pois o cisto de endometriose no ovário leva à diminuição da reserva ovariana e, consequentemente, à dificuldade de engravidar. Não existe uma indicação universal e cada caso deve ser analisado pelo especialista na escolha do melhor tratamento. O tratamento da endometriose intestinal nem sempre é cirúrgico. Entretanto, caso haja lesões de endometriose no apêndice cecal ou no íleo, há indicação de cirurgia. Não são todos os casos de endometriose que necessitam de cirurgia. Caso não seja necessária a cirurgia imediatamente, é fundamental manter um acompanhamento com visitas periódicas ao médico e realização periódica de exames de imagem (ultrassonografia com preparo intestinal ou ressonância magnética), mesmo na ausência de sintomas. Manter seguimento adequado da endometriose permite o melhor controle da doença e a detecção da piora ou da progressão das lesões, permitindo um planejamento mais assertivo do tratamento. Fique atenta! Caso tenha recebido o diagnóstico de endometriose, procure uma avaliação com médico experiente. Só o médico especialista poderá avaliar seu caso mais profundamente.
Congelamento de óvulos

O que é? O chamado congelamento de óvulos é um procedimento que tem por finalidade “guardar” óvulos de uma mulher para eventualmente viabilizar uma gravidez no futuro. Muitas vezes, a mulher não tem previsão de quando a sua vida reunirá as condições adequadas para engravidar, mas quer garantir que, quando essas condições estiverem garantidas, tenha óvulos disponíveis para tentar engravidar. Trata-se de um procedimento pelo qual alguns óvulos da mulher são captados e armazenados em nitrogênio líquido, a 196° C negativos, até o momento em que serão usados para proporcionar a tentativa de engravidar. Como é feito? Após avaliação médica detalhada, a mulher recebe hormônios para estimular a eclosão de óvulos pelos ovários, processo conhecido pelo nome indução da ovulação. Por volta do 12º dia do ciclo menstrual, o procedimento de coleta é realizado. A mulher será sedada e receberá uma punção transvaginal, através da qual e com o apoio de ultrassonografia, o médico chegará até os ovários e “aspirará” os óvulos disponíveis. É um procedimento rápido, que dura cerca de 20 a 30 minutos. Após análise detalhada dos óvulos aspirados, os mais apropriados serão selecionados e submetidos ao processo de vitrificação e ao subsequente congelamento. Quanto tempo os óvulos podem ficar congelados? Ainda não há um limite de tempo máximo para manter os óvulos congelados. Utilizando a técnica adequada, podem ficar congelados por ao menos dez anos. Quando realizar? O congelamento de óvulos pode ser realizado em mulheres com ao menos 21 anos de idade. O ideal é que seja realizado com a paciente o mais jovem possível, preferencialmente antes dos 35 anos, pois as taxas de gravidez são melhores quanto mais jovem for a paciente por ocasião da coleta dos óvulos. Como funciona quando a mulher quiser engravidar? Os óvulos são descongelados e é realizada uma fertilização in vitro (FIV). O congelamento de óvulos garante gravidez? Não. Há uma chance de cerca de 45% de gravidez em cada tentativa de FIV. Os óvulos congelados preservam a qualidade do óvulo à época do congelamento. A chance de gravidez aumenta se a coleta for realizada antes dos 35 anos de idade, isto porque o avanço da idade diminui a quantidade e qualidade dos óvulos, além de piorarem as condições para a implantação do embrião dentro do útero. Mulheres acima de 45 anos tem aproximadamente 20% de chance de engravidar em cada ciclo de FIV. O que é e como avaliar a reserva ovariana? Diferentemente dos homens, que produzem espermatozoides ao longo de toda a vida, a quantidade de óvulos de uma mulher já vem determinada ao nascer. Esses óvulos estão armazenados dentro de estruturas ovarianas conhecidas por folículos. A cada ciclo menstrual o folículo se desenvolve e libera o óvulo, a chamada ovulação. Dá-se o nome de reserva ovariana à quantidade de folículos que a mulher possui, quantidade que vai reduzindo naturalmente ao longo da vida da mulher, dentre outros fatores, devido principalmente ao processo da menstruação. A reserva ovariana pode ser avaliada pela contagem dos folículos ovarianos, realizada por ultrassonografia, ou indiretamente pela dosagem do hormônio anti mulleriano (HAM). Quanto custa para congelar óvulos? Cada vez mais acessível, os custos para congelamento de óvulos variam bastante, dependendo do serviço escolhido pela mulher para o congelamento. O procedimento de captura e congelamento custa entre R$ 10 e R$ 20 mil, e a manutenção dos óvulos varia de R$ 1.000 a R$ 3.000 reais mensais. O SUS disponibiliza congelamento de óvulos? Alguns hospitais da rede pública contam com serviço de reprodução assistida e possibilidade de congelamento de óvulos. Mulheres em tratamento para câncer devem agendar o congelamento de óvulos por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS) para receberem o direcionamento e as orientações. Quais as mulheres com indicação para congelar óvulos? Os casos mais comuns são das mulheres: Se ainda não o fez, não deixe o tempo passar sem conversar com o seu ginecologista sobre a evolução do prognóstico de gravidez ao longo da vida e sobre a conveniência do congelamento de óvulos.
Teratoma de ovário

A palavra teratoma deriva do idioma grego e significa literalmente “tumor monstro”. O teratoma de ovário representa cerca de 20% dos tumores de ovário, sendo benigno na maioria das vezes. Formado a partir das células germinativas ou embrionárias (as células que originam os óvulos), pode ter tamanhos variados e podem ser encontrados em seu interior diversos tecidos, tais como dentes, ossos e cabelos, característica que explica a sua denominação. Geralmente é diagnosticado em mulheres jovens e adolescentes em idade reprodutiva, e sua causa ainda permanece indefinida. Os três tipos de teratomas de ovário É o tipo mais comum. Costuma ser benigno. Menos de 2% dos casos podem se transformar em câncer. É um tipo de câncer raro, que representa cerca de 1% dos teratomas de ovário. Pode ser classificado de acordo com o grau de diferenciação de suas células em: Grau I – apresenta células bem diferenciadas. Grau II – apresenta células moderadamente diferenciadas. Grau III – apresenta células indiferenciadas. Geralmente mais agressivo e com maior chance de metástases a distância, geralmente para linfonodos e retroperitônio. É uma forma rara, composta por células de um único tecido. O tipo mais comum é o struma ovari, composto por células parecidas com as da tireoide e que produzem hormônios como os dessa glândula, podendo levar ao hipertireoidismo. Quadro clínico Quando pequeno, geralmente costuma ser assintomático, mas, com o aumento de tamanho, pode provocar: Diagnóstico Pode ser identificado em exames de imagem: Seu aspecto nesses exames é de um cisto complexo, ou seja, que apresenta partes líquida e sólida simultaneamente. É frequentemente preenchido por gordura e com uma parte sólida composta por tecidos como dentes, cabelos, pele, ossos, tecidos pulmonar ou tireoidiano. Tratamento O tratamento de todos os tipos de teratoma é cirúrgico. Se o tumor for benigno e pequeno, a cirurgia pode preservar o ovário e a fertilidade. Tumores muito volumosos, mesmo que benignos, podem levar ao prejuízo de todo o ovário e comprometer a fertilidade. Em caso de tumores malignos, a cirurgia retira o ovário, trompas e às vezes até o útero. A cirurgia: O tratamento do tumor maligno pode ainda incluir quimioterapia e radioterapia. Atenção: como o teratoma de ovário pode ter evolução silenciosa, é muito importante manter a regularidade de suas visitas e exames ginecológico
DIU Mirena® ou DIU Kyleena®?

Como já apresentamos anteriormente no artigo sobre métodos contraceptivos, o dispositivo intrauterino, comumente chamado de “DIU”, é uma solução contraceptiva muito prática para a mulher se comparada com outros métodos contraceptivos, como a pílula, por exemplo, que demanda a ingestão diária do medicamento. Este artigo vai tratar de um tipo específico de DIU, o DIU hormonal. Existem atualmente duas marcas de DIU hormonal disponíveis: Kyleena® e Mirena®. Vamos conversar sobre eles? Aspectos comuns entre o DIU Kyleena® e o DIU Mirena® Efeitos colaterais do DIU Kyleena® e do DIU Mirena® Qualquer método contraceptivo hormonal (pílula oral, adesivo transdérmico, anel vaginal ou DIU) pode ter efeitos colaterais. No caso dos DIU Kyleena® e Mirena®, esses efeitos colaterais quando presentes, costumam ser leves e bem tolerados. Entre eles, podemos ter: Características dos DIU Kyleena® e Mirena® Vantagens do DIU Kyleena® quando comparado ao DIU Mirena®: Com menos hormônio liberado na circulação, o DIU Kyleena® pode provocar menos efeitos colaterais do que o DIU Mirena®, sem prejuízo do seu efeito contraceptivo. O DIU Kyleena® é menor, o que facilita sua colocação e retirada, principalmente em mulheres que nunca tiveram filhos. Vantagens do DIU Mirena® quando comparado ao DIU Kyleena®: Por possuir mais hormônio do que o DIU Kyleena®, o DIU Mirena® pode controlar melhor o ciclo menstrual, podendo haver diminuição ou até suspensão da menstruação. Com isso, a mulher pode ter menos cólicas e menos tensão pré-menstrual (TPM). Pode ser usado como opção de tratamento, por exemplo, quando a mulher apresenta miomas, endometriose, sangramento uterino anormal, ou quando faz reposição hormonal de progesterona no climatério. Complicações Como em todo DIU, algumas complicações, embora raras, podem acontecer: Importante A escolha do método contraceptivo deve ser individualizada, sempre. Antes de escolhê-lo, procure o ginecologista para discutir e tirar as dúvidas, bem como para esclarecer se você possui alguma contraindicação ou impedimento. A análise cuidadosa do método contraceptivo antes de sua escolha é decisiva para que você tenha segurança, tranquilidade e satisfação. Caso tenha interesse para mais informações sobre DIU, seguem alguns hiperlinks de artigos do blog da Mulhera:
Dicas pré-operatórias

É comum que uma pessoa que vá passar por uma cirurgia tenha que tomar providências de diversas naturezas antes de realizá-la. Algumas providências visam a verificar se a pessoa tem as condições clínicas e burocráticas necessárias para realizar a cirurgia, enquanto outras visam a preparar o seu corpo para o procedimento e a garantir que a sua internação e alta sejam as mais confortáveis. Estas providências variam de cirurgia para cirurgia e envolvem a realização de exames pré-operatórios, a liberação do convênio, a preparação de uma mala de roupas e afins para o período em que ficará internada, e a preparação do corpo para a cirurgia, comumente chamado pelos profissionais de saúde de “preparo” ou de “preparo pré-operatório”. As informações e dicas a seguir são genéricas. Cada cirurgia tem uma orientação específica que será feita pelo seu médico de acordo com o seu caso e com a cirurgia que será realizada. Dieta Uma dieta mais leve, dois ou três dias antes da cirurgia, pode ajudar. Normalmente é necessário jejum antes da cirurgia. Seu médico irá orientá-la se precisará de dieta especial antes da cirurgia, bem como se necessitará de jejum e com qual antecedência. Medicações Verifique com seu médico se você precisará tomar algum medicamento antes da cirurgia e com qual antecedência, bem como se precisará interromper o uso de algum medicamento em uso e quanto tempo antes do procedimento. Para algumas cirurgias, você precisará utilizar laxantes. Os medicamentos de uso contínuo são fornecidos pelo hospital durante a internação, mas convém verificar as orientações do seu médico. Cílios, unhas, piercings, brincos e metais Normalmente é necessário retirar cílios postiços, unhas postiças, piercings e metais do corpo antes da cirurgia. Isto porque esses objetos podem provocar queimaduras no seu corpo caso o médico utilize bisturi elétrico, o que é muito comum em diversas cirurgias. Exames Realize os exames com a antecedência indicada pelo seu médico, para que não fiquem muito distantes da data da cirurgia ou provoquem a remarcação do procedimento. Organize uma pasta com os resultados dos exames que realizou para a cirurgia: os exames pré-operatórios, a avaliação do cardiologista, os exames de imagem (ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética etc.). Apresente ao seu médico os resultados dos exames com a antecedência indicada para ele confirmar a sua habilitação para realizar a cirurgia. Agendamento da cirurgia e autorização pelo convênio Tanto o agendamento quanto a autorização da cirurgia, caso você pretenda utilizar convênio médico, são feitos pelo médico. Honorários da equipe médica Se você vai utilizar assistência privada, ou seja, se não vai utilizar os serviços públicos de saúde (SUS), poderá utilizar médicos credenciados pelo convênio ou médicos particulares. Os honorários dos médicos credenciados pelos convênios são pagos diretamente pelas operadoras de saúde, não havendo nenhuma providência a ser tomada por você. No caso de equipe médica particular, o pagamento é feito diretamente para a equipe conforme condições de pagamento e orçamento combinados com você previamente à cirurgia. Roupas e objetos pessoais Pergunte ao seu médico qual é o número de dias previstos para a sua internação. Prepare uma mala para esse tempo de estadia, mas inclua umas peças a mais pois é comum precisar de mais trocas que o seu habitual. A mala deve conter: Medicamentos de uso contínuo: normalmente seu médico fará a prescrição e serão fornecidos pelo hospital durante sua internação. Depilação ou tricotomia Para algumas cirurgias, é necessário depilar a área do corpo. Seu médico irá orientá-la sobre isso. O nome “técnico” para depilação é tricotomia, e pode aparecer nas orientações passadas pelo médico por escrito. Banho É importante estar com o cabelo limpo e seco antes da cirurgia. O banho antes da cirurgia é parte importante do preparo para diminuir o risco de infecções. Para a internação Documento com foto. Carteirinha do convênio, caso vá utilizá-lo. Carta de internação fornecida pelo seu médico. Dependendo do preparo exigido e de outros fatores, você poderá preferir levar um acompanhante maior de 18 anos para auxiliá-la na internação. Além disso, normalmente é necessário contar com um acompanhante para o momento da alta, pois é comum serem exigidos resguardos pessoais para não prejudicar o procedimento realizado. Atenção especial deve ser dada ao horário indicado para a internação. É importante para que sua cirurgia possa ocorrer no horário previsto. Siga as orientações do seu médico.
Endometriose Intestinal: quando desconfiar?

A endometriose intestinal é geralmente considerada uma forma de endometriose mais avançada e que geralmente acompanha a presença de endometriose em outros órgãos, tais como: Acomete cerca de 30% das pacientes com endometriose. Quais são os sintomas? Pode não levar a sintomas, porém os mais frequentes da doença são: Estes sintomas costumam piorar durante a menstruação, e podem aparecer esporadicamente, embora haja casos em que ocorrem diariamente. Algumas mulheres apresentam sintomas mais raros, como evacuação volumosa de sangue (enterorragia) e obstrução intestinal. Como é feito o diagnóstico? O diagnóstico de endometriose intestinal é sugerido clinicamente pelos sintomas da doença. O médico, durante o exame físico, toque vaginal ou retal, sente um nódulo ou espessamento na região retal. Os exames de imagem são muito importantes para mapear a doença, ou seja, para indicar ao médico sua localização e tamanho e lhe permitir avaliar com mais segurança qual intervenção mais se adequa ao caso em questão. Procure uma avaliação com um ginecologista com experiência em endometriose
O que é o anel vaginal ou Nuvaring®?

O anel vaginal ou Nuvaring® é um contraceptivo hormonal que combina o estrogênio com a progesterona, em forma de anel. Como é usado? Existem duas apresentações, anel com ou sem aplicador. Você mesma pode colocar e retirar o Nuvaring® com seus dedos ou com o auxílio do aplicador vaginal que pode acompanhar o anel, sem dificuldade. Verifique se o anel está dentro do prazo de validade antes de inseri-lo. Para inserir o anel sem aplicador: Para inserir o anel utilizando o aplicador do anel: O anel vaginal deve ficar na vagina por três semanas ininterruptamente antes de ser trocado. A colocação do novo anel pode ser feita imediatamente após a retirada do anel em uso, caso não seja do seu interesse menstruar ou, caso contrário, após uma “pausa” de sete dias sem anel, período em que virá a menstruação. Qual a composição de Nuvaring®? Etonogestrel__________________________________11,7 mg Etinilestradiol __________________________________2,7 mg Excipientes________________________________q.s.p. 1 anel (Excipientes: copolímero de etileno vinil acetato e estearato de magnésio). Como faço para usar o Nuvaring® pela primeira vez? Se, no último mês, você: Meu anel saiu espontaneamente. E agora? Se o anel ficar fora da vagina por mais de três horas, lave-o com água e sabão e reinsira-o na vagina. O efeito contraceptivo ficará diminuído e a possibilidade de gravidez aumentará. Nesse caso, indica-se utilizar outro método contraceptivo associado, como o preservativo, por exemplo. Se ele ficar fora da vagina por menos de três horas, lave-o com água e sabão e reinsira-o na vagina. Não há prejuízo ao efeito contraceptivo, ou seja, você ainda está protegida contra gravidez. Nunca ferva o anel ou use outras substâncias químicas além de sabão para limpá-lo. Lave-o apenas em água corrente se precisar. Tenho que retirá-lo para ter relações sexuais? Não. Normalmente a presença do anel vaginal na vagina não atrapalha a relação sexual. Como evita gravidez? Os hormônios que compõe o Nuvaring® impedem a ovulação, altera o muco e dificulta a entrada do espermatozoide no colo uterino. Contraindicações para uso do Nuvaring® Como será meu sangramento? Se fizer a opção de uso do anel sem pausa, você pode ficar sem sangramento vaginal ou ter um sangramento discreto. Caso faça a pausa de sete dias entre a retirada de um anel e o colocação do novo, você deverá apresentar um sangramento vaginal durante a pausa. O Nuvaring® protege contra infecções sexualmente transmissíveis (IST)? Não. Você deve utilizar preservativo para prevenir IST. É eficaz para evitar gravidez? A taxa de gravidez é muito baixa, similar à taxa dos outros métodos contraceptivos hormonais, como a pílula, por exemplo. Aconselha-se sempre a utilização de preservativo, pois nenhum método contraceptivo confere proteção absoluta. É importante verificar a presença do anel regularmente, principalmente antes e após as relações sexuais. Adolescentes podem usar o Nuvaring®? O Nuvaring® pode ser usado por mulheres de qualquer idade desde que já tenham iniciado as relações sexuais vaginais e desde que não tenham contraindicações. Quais são as vantagens do Nuvaring®? Não deixe de fazer suas consultas ginecológicas
Por que consumir alimentos antioxidantes?

O que são substâncias antioxidantes? Os antioxidantes são substâncias que conseguem atrasar ou inibir a oxidação das células e do material genético do nosso organismo. A ação antioxidante promovida por aminoácidos, nutrientes e vitaminas protegem o organismo da produção dos radicais livres que atuam na oxidação celular. O que são radicais livres? Os radicais livres são moléculas produzidas constantemente pelo nosso organismo quando há conversão de alimentos em energia ou quando há atividade física intensa e exaustiva, e a sua quantidade pode ser aumentada por fatores comportamentais e ambientais. Quando em número normal, não são prejudiciais, porém, quando se acumulam no organismo, podem levar ao chamado estresse oxidativo. O que o aumento dos radicais livre pode provocar? O acúmulo de radicais livres pode estar relacionado com diversas doenças como: Parkinson, catarata, Alzheimer, doenças cardiovasculares (como o infarto agudo do miocárdio ou o acidente vascular cerebral) além de alguns tipos de câncer. Como os exercícios físicos produzem radicais livres? Praticar exercícios físicos intensos aumenta a produção de radicais livres e isso acontece por dois mecanismos. O primeiro é que, durante a atividade física intensa, o consumo de oxigênio aumenta em cerca de 10 ou até 20 vezes, fenômeno que aumenta a produção de radicais livres. O segundo é que os músculos recebem mais sangue durante a prática de exercícios, havendo uma diminuição de sangue em outros órgãos. O processo se equilibra ao término dos exercícios, fenômeno conhecido como “isquemia-perfusão”, processo associado ao aumento de radicais livres. No entanto, pessoas que praticam exercícios intensos regularmente, ou seja, atletas, apresentam baixo número de radicais livres. A explicação é que embora tenham aumento de radicais livres, o fato de serem bem treinados leva ao aumento proporcional de enzimas que fazem sua degradação. Além disso, a prática de exercícios físicos de baixa ou moderada intensidade, entre 65% e 80% da sua frequência cardíaca máxima, parece ter efeito protetor no combate dos radicais livres. Entre os exercícios preconizados estão: natação, caminhada, yoga, pilates, corrida, musculação e ciclismo. O que pode contribuir para o aumento dos radicais livres? Condições que podem aumentar a formação de radicais livres: Exemplos de alimentos antioxidantes: Quais são os benefícios de se consumir alimentos antioxidantes? O consumo de antioxidantes pode levar a vários benefícios, como a melhora do nosso sistema imunológico, melhora do funcionamento do organismo, retardamento do envelhecimento e prevenção do aparecimento de doenças degenerativas. Resumindo Sabe aqueles conselhos que os seus pais e avós sempre lhe dão? Ter uma vida saudável, ingerir alimentos frescos, praticar esportes, evitar o fumo e o álcool, divertir-se, curtir a natureza… Pois eles têm uma razão científica e um efeito comprovado. Que tal aceitar o conselho?
Endometriose na adolescência: quando desconfiar?

Embora o diagnóstico da endometriose seja mais comum por volta dos 30 anos, ela pode acometer pacientes mais jovens, ainda na adolescência. Quando desconfiar da endometriose? – Dor intensa A cólica menstrual (dismenorreia) ou a dor fora do período menstrual (dor pélvica crônica), quando intensas, devem ser investigadas e podem estar associadas à endometriose. Tratam-se de dores que não melhoram com analgésicos comuns, podem piorar progressivamente e, muitas vezes, levam a adolescente ao pronto socorro. Além da dor intensa, sintomas como náuseas, vômitos, perda do apetite, dor ao evacuar(disquezia), dores lombares, diarreia, irritabilidade, dores de cabeça e dores nas pernas podem estar associados ao quadro. Essas dores podem surgir já a partir da primeira menstruação (menarca), bem como meses ou anos depois. – Isolamento social Devido à dor, a adolescente pode experimentar alterações de humor frequentes, fazendo com que ela mesma não compreenda o que está acontecendo. Não é incomum a adolescente passar a evitar compromissos, afastar-se dos familiares e até dos amigos, por vezes com quadros de ansiedade ou depressão. – Uso de contraceptivos para controle das cólicas Diversos estudos científicos têm demonstrado que adolescentes que necessitam de contraceptivos hormonais para o controle de cólicas menstruais possuem maior risco de terem ou de desenvolverem endometriose durante a vida. Fique atenta! O diagnóstico precoce da endometriose pode melhorar a qualidade de vida. É importante detectar a doença precocemente antes que ocorra o acometimento de outros órgãos, como uma forma inclusive de prevenir a infertilidade. Pais, professores, avós, amigos e você que é adolescente, observem os sintomas. No caso de cólicas menstruais ou de dor pélvica intensa fora do período menstrual, procure uma avaliação com ginecologista experiente.
Cirurgia para Endometriose

As informações abaixo são genéricas, devendo cada caso ser analisado particularmente com seu médico. Trataremos da região pélvica, localização mais frequente de endometriose. Após muitos anos trabalhando e realizando cirurgias para endometriose, pudemos perceber que muitas pessoas chegam ao consultório decorridos meses ou até anos da indicação de cirurgia. As dúvidas são muitas. Como será a cirurgia? Em quanto tempo estarei recuperada? Quantos cortes serão realizados? Quantos dias ficarei internada? Posso ter complicações? Obviamente, que ninguém deseja passar por uma cirurgia. Por isso, quando o médico indica a cirurgia para endometriose, muitas mulheres sentem medo ou até insegurança. Tirar dúvidas, planejar a cirurgia e ser assistida por profissionais experientes com certeza é o caminho. O objetivo da cirurgia é a retirada de todas as lesões de endometriose, preferencialmente em uma única cirurgia. É importante saber que a endometriose não é uma doença única. Isso significa que existem mulheres com endometriose mais leve, enquanto outras, com a doença mais avançada. Do mesmo modo, falar em cirurgia para endometriose abrange cirurgias menos complexas e outras com maior complexidade, exigindo alto treinamento técnico do cirurgião e, às vezes, a participação de outros especialistas juntamente com o ginecologista. Vários passos fazem parte da preparação pré-operatória. São necessários exames laboratoriais (de sangue e de urina), exames de imagem (ressonância magnética e/ou a ultrassonografia pélvica transvaginal com preparo intestinal) e avalição por outros médicos (ex.: cardiologista). A cirurgia pode ser realizada por várias técnicas. Na cirurgia convencional, também conhecida como “cirurgia aberta”, é realizado um corte (incisão) com aproximadamente 10 cm de extensão na região pélvica, permitindo a retirada das lesões de endometriose. Nesse caso, geralmente são necessários dois ou três dias de internação e repouso de cerca de 30 dias até o retorno às atividades cotidianas. A cirurgia pode ser realizada utilizando técnicas minimamente invasivas (laparoscópica ou robótica), que possuem a vantagem de serem menos agressivas e permitirem menor tempo de internação, variando entre um e dois dias, e retorno as atividades rotineiras em cerca de 15 dias. As imagens da cirurgia são captadas por uma câmera colocada dentro do abdome por um corte que mede cerca de 1,2 cm na região do umbigo. Os instrumentos cirúrgicos são colocados no abdome utilizando geralmente dois a cinco cortes com 0,5 cm cada, permitindo a realização da cirurgia. Falar em complicações também é importante. Não há como negar que qualquer cirurgia pode levar a complicações, e não é diferente na cirurgia para endometriose. Embora raras, precisam ser discutidas. É importante fazer um bom planejamento cirúrgico, discutir a estratégia cirúrgica, seguir todas as orientações de preparo e pós-operatórias, contribuindo assim para o sucesso da cirurgia. Se você recebeu a indicação de cirurgia para endometriose: Siga as orientações do seu médico. Com certeza sua cirurgia para endometriose será bem-sucedida.
Como melhorar o estilo de vida?

Estilo de Vida A medicina baseada no estilo de vida é uma prática multiprofissional que visa à promoção de hábitos mais saudáveis e que levam a um impacto muito positivo na qualidade de vida. Você sabe como podemos fazer isso? Segundo pesquisas recentes, aproximadamente 80% das mortes precoces acontecem em pessoas com alimentação não balanceada, fumantes, usuários de álcool e sedentários. Além da redução de doenças crônicas não transmissíveis como o diabetes mellitus, a hipertensão arterial, a endometriose ou o câncer, manter um estilo de vida saudável promoverá um envelhecimento igualmente saudável, diminuindo a incapacidade crônica. Pessoas com 50 anos ou mais, com menos de dois fatores de risco, podem aumentar a expectativa de vida em 6 a 10 anos. Segundo dados do IBGE 2020, a expectativa de vida do brasileiro seria em média de 76,8 anos, sem considerar a pandemia da COVID-19. Essa expectativa subiu 1,3 anos em 5 anos. Qual a quantidade de exercícios diários? Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os adultos entre 18 e 64 anos devem fazer entre 150 e 300 minutos de atividade física moderada ou entre 75 e 150 minutos de atividade física intensa por semana. Isso significa 2,5 horas de atividade física intensa por semana. Toda atividade física conta. Você pode começar devagar, de forma a condicionar seus músculos antes de fazer exercícios mais vigorosos. É importante fazer um acompanhamento com um treinador físico e, caso sinta alguma mudança no ritmo do coração (ex.: batedeira no peito, cansaço intenso ou alguma dor no peito), deve interromper a atividade física e procurar um médico cardiologista. Crianças até 17 anos devem fazer até 60 minutos de exercícios moderados por dia. Isso inclui atividades aeróbicas como andar de bicicleta, patins ou correr. Gestantes e puérperas podem fazer exercícios? A primeira coisa a fazer é conversar com o médico do pré-natal, com o obstetra. A prática de atividade física na gestação e no puerpério pode requerer moderação ou até mesmo suspensão de acordo com as condições da gestação e da mulher. Fazer atividade física durante a gestação traz benefícios para a mamãe e para o bebê e ajuda a prevenir doenças como diabetes gestacional e hipertensão, além de favorecer o parto. Alongamento, fortalecimento muscular e atividades aeróbicas, como andar ou nadar são bem-vindas. São necessários 150 minutos de atividade física moderada por semana, desde que liberada pelo médico. Pessoas com doenças crônicas podem se exercitar? Portadores de doenças crônicas também podem se beneficiar com a prática de exercícios físicos, desde que orientados pelo médico. Propósito Você sabe o que é propósito? Propósito é ter uma razão sua, pessoal, para fazer algo, seja tocar um projeto, alcançar um objetivo ou até mesmo escolher como viver a sua vida. É o nosso “motor”. Sabemos que pessoas que têm propósito na vida vivem mais, inclusive mais do que aquelas que cuidam da saúde. Você pode estabelecer metas, prazos, mas o propósito não é isso – essas coisas falam sobre “como” realizar algo. O propósito é o “por que” realizá-lo, é o que dá um sentido pessoal ao que você faz. Como incorporar a atividade física no seu dia a dia? Combine o seu propósito com hábitos de vida saudável. Vincule a atividade física a uma paixão, a pessoas ou à natureza. Isso ajudará a manter uma rotina programada e a não “furar” o treino. Considere barreiras para atingir e estabeleça metas para alcançá-las. Faça planos. Reveja seus objetivos e busque atingir suas metas. Com saúde vivemos melhor!